terça-feira, 29 de setembro de 2009

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Nem sei bem como começar, e nem o que fala... Vou falar sobre a faculdade, já que no momento é o que ocupada todos os meus pensamentos..



Não, perfeito não está.. Nem espero que fique, tudo perfeito demais perde a graça... Estou envolvida em projetos que requerem muito da minha atenção, dedicação e estudo. É muita responsabilidade... E é ótimo ter responsabilidades.. Eu, pelo menos, me sinto ótima. Sinto que tenho capacidade\potencial, que vou conseguir fazer tudo direito... Chega a ser um desafio, um dos vários que eu ainda vou ter pela frente.
Eu gostaria de falar de tais projetos, mas só poderei falar depois que tudo já estiver resolvido; nada demais, pura supertição minha. Dois acontecem em Outubro, um em Novembro e outro em Dezembro; e como ainda está tudo muito incerto pra mim, prefiro não ficar espalhando aos quatro ventos e depois chegar e dizer que tudo o que eu falei foi por água abaixo... Isso é ridículo!
Bom, basicamente é isso... O texto não ficou nem metade do que queria, mas no próximo eu tento melhorar; o sono está me vencendo.







Por.: Bruna Oliveira

domingo, 20 de setembro de 2009

Olhai os lírios do campo - Erico Verissimo

"Ficaram algum tempo em silêncio. Ele acendeu um cigarro. Ela recostou a cabeça no flanco do dragão.
Tinha o rosto comprido, dum moreno pálido; à primeira vista não impressionava nem bem nem mal. Quando a vira, pela primeira vez, Eugênio se sentia inclinado a dizer: Feia não é. Mas bonita... muito menos. Fixando mais demoradamente a atenção naqueles olhos negros, vendo aquele rosto animar-se duma vida e duma estranha beleza que surgiram inesperadas de algum misterioso esconderijo interior e que não dependiam em absoluto dos traços fisionômicos - ele fica pensando... Acabar por fazer concessões: "Tem um certo quê..." Seria a boca? Não. Abocaera grande e de desenho comum. O nariz? Também não. Era comprido e delgado. Eram, então, os olhos. Pretos e serenos, não se distinguiam pela vivacidade, pela mobilidade ou por algum brilho raro. Eram olhos para os quais ao cabo de algumas reflexões Eugênio só achou um qualitativo: humanos. Envolviam mornamente a pessoa ou objeto em que se fixavam, davam uma idéia de profundidade insondável e principalmente de compreensão. Pareciam enxergar além das coisas com uma penetração que nada tinha de indiscreto ou agressivo. Eugênio, porém, quando pensava em Olívia, não podia separar da imagem da amiga a memória de sua voz. Até na maneira de falar Olívia se recusava a fazer chantagem. Sua voz não era rica em inflexões, não se coloria de falsas doçuras. Era, antes, quase monocórdia, grave e tranqüila; tinha, como nos olhos, uma quente qualidade humana."


Trecho do livro "Olhai os lírios do campo" de Erico Verissimo.
Esse livro já foi adaptado para novela, pela Rede Globo.

Eu gosto muito desse livro. Gosto da história, da fala... de tudo.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Um tanto quanto feliz


Às vezes, quando as coisas estão dando certo demais.. Eu desconfio que algo ruim vai acontecer, porque é tanta coisa boa que nem consigo acreditar.. Eu sei que pareço uma tola falando assim, mas é a verdade..

Não faz muito tempo que fiz amizades que eu sinceramente não esperava encontrar.. aquele tipo de amigo que é você falando uma coisa e ele concordando e vice-versa.

Acho que estou na fase azul da minha vida, a fase em que tudo é leve e tranquilo e que qualquer coisa que aconteça você consegue lidar com uma facilidade tão grande, mas tão grande, que se torna pequeno e insignificante. É tão bom que se torna até clichê.. "Uma vida tranquila e feliz".. hahahahaha Nunca pensei que gostaria tanto de um clichê.




p.s.: Estou escolhendo um livro pra colocar um trecho aqui; eu não sou nem um pouco apta pra indicar livros - infelizmente - então é melhor eu colocar alguma(s) parte(s) que eu gostei e deixar a critério.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Tristessa - Jack Kerouac


"Estou em um táxi com Tristessa, bêbado, com uma garrafa de uísque Juarez Bourbon no malote de dinheiro da ferrovia que eles me acusaram de roubar da estrada de ferro em 1952 - aqui estou eu na Cidade do México, um sábado à noite chuvoso, mistérios, velhas ruas laterais de sonho e sem nomes passam vertiginosamente, a ruazinha onde eu caminhara por entre multidões de vagabundos índios enrolados em mantas trágicas, suficientes para fazer você chorar, e você achou ter visto facas reluzindo sob as dobras - sonhos lúgubres tão trágicos quanto aquele da Velha Noite da Estrada de Ferro, com meu pai sentado com suas coxas grandes no vagão dos fumantes da noite, cochilando enquanto seguia pelos trilhos vastos, enevoados e tristes da vida - mas agora estou no alto daquele platô vegetal que é o México, a lua de Citlapol com quem eu esbarrara algumas noites antes no telhado sonolento a caminho do antigo banheiro de pedra com goteira - Tristessa está doidona, linda como sempre. Vai alegre pra casa deitar na cama e curtir sua morfina.





(...)




Ela é uma garota bonita demais. Eu me pergunto o que todos os meus amigos iam dizer lá em Nova York e em San Francisco, e o que aconteceria em Nola quando você a visse atravessar a Canal Street sob o sol quente, ela de óculos escuros e um andar preguiçoso, tentando amarrar o quimono ao sobretudo fino como se o quimono devesse amarrar o casado, dando puxões convulsivos e brincando na rua..."





Trecho do livro "Tristessa" de Jack Kerouac.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

sábado, 15 de agosto de 2009

???? ...


É, pelo o que eu estou vendo esse final de semana não vai ter nada de interessante mesmo... Só aquele trabalho super chato que eu não faço a menor idéia de como fazer. Talvez eu faça uma tentativa de saída hoje; mas acho que não vai dar certo. Pelo menos amanhã tenho um encontro com 3 amigas minhas, já é alguma coisa.. :D

A "crise" de quinta-feira passou.. Pura TPM -.-'

Enquanto nada acontece, eu ouço música. ;D

Minha mais nova paixão: Keane !

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

I'm thinking about those days


Não é, necessariamente, do ambiente do colégio que eu sinto falta. Eu prefiro mil vezes a faculdade do que o ensino médio... Eu sinto falta é de ter bons amigos ao meu lado; eu não consigo me abrir com o meu novo "círculo de amizades"... Pra eles eu sou quieta, de "poucos amigos", séria, muda... Tudo o que meus amigos não diriam de mim. Estou deslocada ali. Me sinto estranha, como se eu não fosse a mesma. As pessoas podem e devem mudar para melhor. Mas a essência, permanece.

Exatamente agora estou escutando uma música que descreve perfeitamente como eu me sinto em relação à falta deles, ao medo e o receio das novas esperiências. Eu não quero voltar no tempo, apenas não quero me distanciar deles e nem me perder no começo do caminho.

Ouvi dizer que os amigos são a família que a gente escolhe pra ter... Sinto falta da minha 2ª família, muita falta.

Em meio a músicas, palavras e recordações eu posso dizer que minhas lágrimas podem ser questionáveis e talvez justificáveis.


"
I wake up, it's a bad dream, no one on my side
(...)
I don't even know my strange old face
And I'm thinking about those days"

I'm thinking about those days...